Friday, March 12, 2021

 

Agora eu retornei do espaço

Onde as belas mensagens são ditas por constelações

E que delas, surgem a natureza perdida do seu toque

Então me olharam

Então me esfaquearam 

Sob o manto crespo da gentileza

Então sangrei e gritei de felicidade

E me voltei para o casulo escuro que é a liberdade

Onde os mantos de tragédias

Me falam sobre orações

E de cantos para que os mortos sejam aquecidos e lembrados

E então me falta a delicadeza de ser

Na perceptiva da prata

Saber o que dizer ou pra onde ir 

E no grito diário de tristeza

Na eloquência da ansiedade e desespero 

Os dias são mais que os mesmos

Eles estão vivos e assim

Me cobrem de vontade de continuar 

De continuar ouvindo sua canção

E de me elevar ao paraíso do entendimento

E a me levar ao jardim da simpatia 

E de lá, ouvir os sonhos que são sonhados

Na lama da esperança

E no rio do escárnio 

Para então voltar ao espaço

E ser uma constelação inibida 

E sentir a dor das estrelas 

E ouvir o choro dos anjos

E ter a gratidão aos meus pés 

Gratidão de escuridão

Gratidão de ainda poder

Olhar dentro dos seus olhos

E tentar visualizar bits oscilando 

Na perpétua história de suas palavras

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